Nibiru, Hercólubus, Nono Planeta ou “apenas” um… buraco negro?


Agora é a própria Ciência quem reforça o bizarro conceito de a Terra poder estar sob a influência de um bicho papão celeste. E ele não seria um nono planeta, mas um buraco negro na vizinhança!

Essa hipótese vem depois de décadas dos próprios cientistas – e os fatos – negarem teorias conspiratórias sobre um suposto corpo celeste gigantesco escondido em algum canto do sistema solar, que poderia causar desde uma “nova era de revelação” até um cataclísmico fim do mundo.

Há décadas a Ufologia conhece e discute a ideia de um corpo celeste gigante à espreita. Por que a Ufologia? Bem, de quase todas as formas essa história de relaciona com potenciais alienígenas ou seres extraterrestres.

O tal planeta misterioso, que ninguém nunca conseguiu registrar, assume vários nomes. Sua popularidade ganhou impulso com um autor nascido no Azerbaidjão chamado Zecharia Sitchin e seu livro, o “12º Planeta”. Economista e historiador autodidata, Sitchin tem teorias similares às do suíço Erich Von Daniken e seus “deuses astronautas”, com a diferença de que estariam mais para “antigos astronautas”, já que todos seríamos mais ou menos parentes, do mesmo sistema solar…

Zecharia Sitchin popularizou a teoria de Nibiru ligada à ideia do antigo astronauta e a civilização suméria (Foto: Internet)

Sitchin defendia que toda a antiga cultura suméria provinha dos “Anunnaki” (ou “Nefilim”), uma raça extraterrestre nativa de um planeta chamado Nibiru. Ele tornou-se autodidata na língua dos sumérios e criou suas próprias interpretações de sua escrita cuneiforme.

Segundo o pesquisador, seus escritos antigos contam a história de um planeta ainda desconhecido para os astrônomos modernos, que segue uma órbita elíptica excêntrica, passando pelo interior do Sistema Solar a cada 3.600 anos (!).

Bem, sua interpretação da escrita cuneiforme não explicou como os habitantes de Nibiru continuariam vivos o resto do tempo em que seu planeta está longe do calor do sol…

A formação do planeta Terra e os Anunnaki

Segundo Sitchin, uma das luas de Nibiru teria colidido catastroficamente com Tiamat, outro planeta hipotético, localizado entre Marte e Júpiter. Esta colisão teria formado o planeta Terra, o cinturão de asteroides após Marte, e os cometas.

Para simplificar (muito) a história toda, numa das passagens por perto do centro do Sistema Solar, alguns Anunnaki vieram para a Terra e mesclaram sua própria genética com a dos primatas aqui existentes, para gerarem o homo sapiens.

Nibiru assumiu outros nomes: 12º Planeta, Planeta X (“X” de desconhecido, e às vezes “10”, quando Plutão ainda era planeta e “tínhamos” nove deles) ou Nêmesis. Também protagonizou várias teorias do fim do mundo. Duas famosas foram a “previsão” da americana Nancy Lieder, que criou o site ZetaTalk, em 1995.

Segundo Lieder, alienígenas do sistema Zeta Reticulum teriam lhe enviado mensagens alertando sobre uma catástrofe próxima, que seria provocada por Nibiru. Aquele fim do mundo era para ter acontecido no dia 27 de maio de 2003.

A segunda previsão era para ter se concretizado em 2017, “profetizada” pelo autor David Meade, no livro “Planeta X – 2017, a Chegada”. Surpresa: se você está lendo este texto isso é um forte indicativo de que nenhum destes apocalipses aconteceu!

De Nibiru a Hecólubus: nada de cálculos orbitais

Vem de Zecharia Sitchin a história mais popular, mas não a mais antiga. São de meados da década de 1950 as supostas informações fornecidas pela suposta entidade extraterrestre Ramatis ao (suposto) médium brasileiro Hercílio Maes (1913 – 1993), contador e advogado de Curitiba (PR). Portanto bem anteriores ao conteúdo na linha “alienígenas do passado” de Sitchin.

Tudo bem, o leitor notou a quantidade de suposições nesta apresentação. Mas elas são absolutamente necessárias. Dependendo da fonte, realmente trata-se de um novelo de informações difíceis de processar. Mas vamos resumir: Ramatis teria revelado a Maes a história de um misterioso planeta chamado Hercólubus, que ficou registrado em seu trabalho “Mensagens do Astral”.

Nas mensagens canalizadas por Maes, o ser meio alienígena, meio divindade, profetiza os efeitos catastróficos para a Terra pela passagem de um gigante “planeta vermelho” (ok, não era Marte), principalmente a partir de 1999.

Representação artística do suposto Hercólubus: na versão original, 4 vezes maior que Júpiter.

Curiosamente, nas versões dos textos atribuídos a Ramatis após 2011, ele não menciona mais Hercólubus, e sim uma “estrela intrusa”. O nome do tal corpo celeste, no entanto, já havia caído no gosto de outros autores esotéricos, dando origem a uma grande gama de versões com pequenas ou grandes variações.

Mas o que todas essas histórias tem em comum? Bom, além de muitas referências cruzadas entre autores esotéricos sem quaisquer provas reais, e uma coleção de “finais de mundo” não acontecidos, nenhuma delas encontra respaldo na ciência.

Segundo os astrônomos, as órbitas dos planetas conhecidos são completamente incompatíveis com a possibilidade de um corpo celeste gigante visitando o centro do Sistema Solar de tempos em tempos. Muito menos trombando com a Terra ou outros planetas no caminho.

Isso não significa, no entanto, que não exista alguma coisa a mais lá fora…

Alguma coisa está fora da ordem… ops: órbita!

As interpretações baseadas nas teorias do antigo astronauta e das mensagens extraterrestres cataclísmicas erram completamente quanto à influência de um planeta desconhecido na zona habitável do nosso Sistema Solar. Mas, sem querer (sim, com tantas teorias bizarras, às vezes coincidências acontecem) podem ter acertado num aspecto: um corpo celeste desconhecido pode estar lá fora, no espaço profundo.

Mas calma: não se trata de um corpo celeste que pode colidir com a Terra ou cuja gravidade nos afete de tal forma que altere sequer as marés. Embora seu efeito ainda possa ser devastador, empurrando cometas e outros corpos menores para o centro do Sistema Solar.

O tema veio à tona em 2016, com o trabalho dos pesquisadores Mike Brown e Konstantin Batygin, pesquisadores do Instituto de Tecnologia da Califórnia. Eles apresentaram pela primeira vez a hipótese do Planeta Nove, a partir de uma minuciosa análise das órbitas de objetos do Cinturão de Kuiper — uma região repleta de corpos congelados que ficam além Netuno, nos confins do sistema solar.

Ao que parece, os movimentos dos objetos ali só se encaixam nos complexos cálculos de órbitas se for adicionada a influência de “puxões gravitacionais” do tal nono planeta. Esses cálculos são precisos o suficiente para determinar que este objeto teria cerca de cinco a dez vezes a massa da Terra. Segundo esses mesmos cálculos, na passagem mais próxima do nosso Sol esse planeta ainda estaria quase 10 vezes mais longe que Plutão.

Recentemente foi adicionada a essa busca uma ideia ainda mais incrível: a possibilidade desse corpo ser, na realidade, um mini buraco negro. A proposta é dos astrônomos Jakub Scholtz, da Universidade de Durham, na Inglaterra, e James Unwin, da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos. Eles publicaram um artigo em que defendem que o corpo celeste interferindo com os objetos no Cinturão de Kuiper pode ser na verdade um PBH, ou Buraco Negro Primordial, do tamanho de uma laranja.

Ferramentas devem permitir detecção do nono planeta

Segundo os cientistas, os mini buracos negros, ou PBHs, teriam sido mais comuns no início do Universo, logo após o bing bang. Mas alguns deles podem ter sobrevivido. Seriam quase impossíveis de detectar por observação direta, visto que sua irradiação energética é ínfima e sua temperatura próxima do zero absoluto.

E, embora parece uma ideia bizarra, não é a primeira vez que a própria ciência propõe a existência de um companheiro escuro do nosso Sol por causa de estranhezas orbitais. Em 1985, os físicos R.A. Muller, Piet Hut e Marc Davis levantaram a hipótese de nosso astro rei fazer parte de um sistema binário e possuir uma irmã-gêmea: uma estrela anã marrom. A estrela companheira teria uma órbita de 27 milhões de anos e estaria igualmente milhares de vezes mais distante que a órbita de Plutão. A companheira ganhou até nome: Nêmesis.

Seja como for, o mistério em torno do nono planeta pode estar perto do fim. Os astrônomos apostam suas fichas que novas ferramentas podem levar à detecção desse corpo celeste que estaria bem debaixo dos nossos narizes (astronomicamente falando, claro), mas difícil de localizar.

Concepção artística do Telescópio Wise (NASA/JPL-Caltech)

Uma dessas ferramentas é o telescópio espacial Wise, lançado em 2009. Ele foi concebido para mapear todo o céu no espectro infravermelho. O instrumento já ajudou a encontrar muitos cometas, mas recolhe tantos dados que a detecção de um corpo com as características desse companheiro quase invisível no nosso sistema solar pode levar anos.

Observatório Vera C Rubin, em construção no Chile, em foto de junho de 2020. (Crédito: LSST Project/NSF/AURA)

Outra esperança é o telescópio do Observatório Vera C. Rubin, que deve iniciar a operação no ano que vem. Para desvendar o mistério, cientistas da Universidade de Harvard, nos EUA, e da BHI (Iniciativa Buraco Negro, sigla em inglês) estão à frente da missão LSST (Levantamento Legado de Espaço e Tempo, sigla em inglês), que vai usar os dados coletados pelo instrumento para detectar as chamadas “explosões de acréscimo”, que acontecem quando buracos negros engolem cometas ou outros objetos menores.

Via: https://www.vigilia.com.br/nibiru-hercolubus-nono-planeta-ou-apenas-um-buraco-negro/




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